O inconsciente fala através das atitudes automáticas de um indivíduo. Como parte de um processo que corre nos bastidores da consciência fica difícil identificar quais são os sentimentos recalcados que impulsionam suas ações.
A vida em grupos - amigos, familiares, conjuges e colegas de trabalho - é responsável por fazer emergir tais personagens que não conheceríamos solitariamente.
Ser honesto com os próprios sentimentos. Tarefa complicada quando aprendemos que temos que exercer certos papéis que não combinam com nossos desejos. A dura realidade transforma seres desprovidos de mas intenções em algozes sádicos, alimentados por escravos masoquistas. O que você realmente quer? O que você demonstra nas suas atitudes? O que acende a estrela nos seus olhos e o que tira a sua presença do agora?
Aos poucos algumas respostas vão surgindo. Através da distancia do mundo eu consigo entender como eu reajo com cada personagem - além de entender e identificar os meus próprios papéis.
É bom notar que pessoas próximas participam - das suas maneiras - de algo semelhante. É desconfortável perceber que falamos com o vazio quando outros preferem estar sempre na superfície. Não quero profundidade com todos, mas quero o mínimo de atenção e cuidado daqueles que divido algo que vai além dos interesses materiais.
É um processo automático. Quando percebo que falo com a mágoa alheia eu fujo. Não adianta nada dar atenção para ataques destrutivos. Tenho me policiado muito para não atacar - por isso mantenho prudência para evitar sopapos desnecessários.
Se não existe liberdade para demonstrações de afeto espontâneas, também não tem espaço para agressões gratuitas.
Egos machucados são venenosos. Cuido do meu para não contaminar inocentes com minhas toxinas. Novos atitudes violentas surgirão sempre. Que eu consiga ter clareza o suficiente para não revidar e apenas manter a distancia necessária para evitar o contágio.
Quarta-feira, Junho 24
Terça-feira, Junho 16
Quando já me faltam certezas para definir e entender o momento presente dou abertura para a sabedoria superior se manifestar.
Primeiro fui orientado para procurar a opinião de uma pessoa mais velha. Seguindo uma linha invisível - sentida somente pela minha intuição - chego na entendida que já viveu mais de quatro décadas. Ela sabia que nada era por acaso e pediu para eu olhar lá do fundo dos seus olhos. Encontrei calma. Ela me doou a força de quem já passou por algo semelhante. Sabe que não sou novo e já não é mais prudente viver como um irresponsável.
Influências existem e podem nos atingir em momentos de fraqueza. Cada um faz sua própria pajelança para ganhar mais concentração e focar nos seus objetivos. Se atinge é por que dou permissão. É mais uma que pede para eu ficar com o pé atrás. Foi mais uma que me alerta sobre a volta. É mais uma que pede para eu prestar atenção em mim.
A torre, carta temida por simbolizar situações difíceis de testemunhar. De certa forma é uma espécie de morte. Temos a oportunidade de assistir estruturas construídas em alicerces frágeis transformarem-se em ruínas. A dor da perda é inevitável. Vai-se junto um pouco daquilo que acreditávamos que fazia parte da nossa identidade. O ego geralmente nos confunde para acreditarmos que somos aquilo que apenas temos temporariamente. Não é a primeira vez que sou roubado dentro de casa. Não é a primeira vez que sinto a necessidade de deixar fatos e pessoas no passado. Os que mudarem comigo continuarão ao meu lado - como já continuaram em outras épocas. Sem medo de puxar a fila.
Se é esse o momento de reconstruir, que eu consiga lembrar de todas as lições aprendidas ao longo do caminho. Humildade para admitir que ainda não sabia o bastante para sustentar minhas pretensões e coragem para seguir adiante somente com aquilo que realmente importa.
Primeiro fui orientado para procurar a opinião de uma pessoa mais velha. Seguindo uma linha invisível - sentida somente pela minha intuição - chego na entendida que já viveu mais de quatro décadas. Ela sabia que nada era por acaso e pediu para eu olhar lá do fundo dos seus olhos. Encontrei calma. Ela me doou a força de quem já passou por algo semelhante. Sabe que não sou novo e já não é mais prudente viver como um irresponsável.
Influências existem e podem nos atingir em momentos de fraqueza. Cada um faz sua própria pajelança para ganhar mais concentração e focar nos seus objetivos. Se atinge é por que dou permissão. É mais uma que pede para eu ficar com o pé atrás. Foi mais uma que me alerta sobre a volta. É mais uma que pede para eu prestar atenção em mim.
A torre, carta temida por simbolizar situações difíceis de testemunhar. De certa forma é uma espécie de morte. Temos a oportunidade de assistir estruturas construídas em alicerces frágeis transformarem-se em ruínas. A dor da perda é inevitável. Vai-se junto um pouco daquilo que acreditávamos que fazia parte da nossa identidade. O ego geralmente nos confunde para acreditarmos que somos aquilo que apenas temos temporariamente. Não é a primeira vez que sou roubado dentro de casa. Não é a primeira vez que sinto a necessidade de deixar fatos e pessoas no passado. Os que mudarem comigo continuarão ao meu lado - como já continuaram em outras épocas. Sem medo de puxar a fila.
Se é esse o momento de reconstruir, que eu consiga lembrar de todas as lições aprendidas ao longo do caminho. Humildade para admitir que ainda não sabia o bastante para sustentar minhas pretensões e coragem para seguir adiante somente com aquilo que realmente importa.
Terça-feira, Março 24
A internet esta uma bosta.
O computador que uso pifou e não tem nenhum outro pra substituir.
Eu passo meu dia cuidando de assuntos que morrem em menos de uma semana.
O dinheiro entra pela carteira, como eu mesmo já tinha planejado.
O plano era agüentar essa rotina motivado pelo último dia do mês. Puta bem paga, puta infeliz.
Recebo em moeda aquilo que depositei no meio dessas baias. Os ponteiros do relógio giram e eu já não sinto mais o mesmo gosto pelo agora.
Cada vez mais rápido a vida se escoe.
Não é só meu tempo que transfiro para esse grande organismo.
É meu talento, minha responsabilidade, minhas neuroses e sonhos.
Hoje eu carrego pedras e passo os dias com medo das chicotadas.
Ajudo a construir um império invisível, insensível e autoritário.
A solução é simples. Basta escolher. Sofrer é uma opção.
É sim possível evoluir sem violência. Podemos voar, morrer e renascer, contar histórias que façam da nossa arca um lugar melhor. O mundo está doente, esta banguela. Precisamos de artistas e dentistas que façam seu trabalho com paixão.
E ai está talvez a chave para abrir a porta dessa próxima etapa, tão difícil de enfrentar, tão incerta. Só os livres podem escolher seu próprio caminho. Só quem vivência sua liberdade se entrega com paixão as delícias e pesadelos do seu próprio caminho.
Os modelos que sigo tiveram tempo para se distanciar do mundo e enfrentar seus demônios. Eu já sei onde Lucifer me espera. Conheço cada tonalidade dos olhos dos guardiões da montanha subterrânea. Me apaixonei pelo medo e o desejo.
O modo gladiador precisa agora ser desligado. Sábios guerreiros escolhem quais serão suas batalhas. A publicidade foi uma fase que trouxe ensinamentos que estarão na minha bagagem até o fim dos meus dias. As antigas batalhas são as mesmas, outras já não são mais construtivas. Se é pra seduzir, que seja com a verdade. Se é para seguir um caminho, que seja aquele que ajude a curar o mundo.
O computador que uso pifou e não tem nenhum outro pra substituir.
Eu passo meu dia cuidando de assuntos que morrem em menos de uma semana.
O dinheiro entra pela carteira, como eu mesmo já tinha planejado.
O plano era agüentar essa rotina motivado pelo último dia do mês. Puta bem paga, puta infeliz.
Recebo em moeda aquilo que depositei no meio dessas baias. Os ponteiros do relógio giram e eu já não sinto mais o mesmo gosto pelo agora.
Cada vez mais rápido a vida se escoe.
Não é só meu tempo que transfiro para esse grande organismo.
É meu talento, minha responsabilidade, minhas neuroses e sonhos.
Hoje eu carrego pedras e passo os dias com medo das chicotadas.
Ajudo a construir um império invisível, insensível e autoritário.
A solução é simples. Basta escolher. Sofrer é uma opção.
É sim possível evoluir sem violência. Podemos voar, morrer e renascer, contar histórias que façam da nossa arca um lugar melhor. O mundo está doente, esta banguela. Precisamos de artistas e dentistas que façam seu trabalho com paixão.
E ai está talvez a chave para abrir a porta dessa próxima etapa, tão difícil de enfrentar, tão incerta. Só os livres podem escolher seu próprio caminho. Só quem vivência sua liberdade se entrega com paixão as delícias e pesadelos do seu próprio caminho.
Os modelos que sigo tiveram tempo para se distanciar do mundo e enfrentar seus demônios. Eu já sei onde Lucifer me espera. Conheço cada tonalidade dos olhos dos guardiões da montanha subterrânea. Me apaixonei pelo medo e o desejo.
O modo gladiador precisa agora ser desligado. Sábios guerreiros escolhem quais serão suas batalhas. A publicidade foi uma fase que trouxe ensinamentos que estarão na minha bagagem até o fim dos meus dias. As antigas batalhas são as mesmas, outras já não são mais construtivas. Se é pra seduzir, que seja com a verdade. Se é para seguir um caminho, que seja aquele que ajude a curar o mundo.
Quarta-feira, Fevereiro 18
Em fases de transição, onde abandonamos uma zona de conforto conhecida para migrar para um território novo, é natural surgirem perguntas para avaliar a utilidade de certos hábitos.
De tempos em tempos assumimos certos papéis perante nosso grupo social, que podem ou não corresponder aquilo que somos naquele momento. Como tudo é cíclico, intercalamos ao longo da vida fases distintas e antagônicas, partindo de extremos opostos, respeitando o processo natural de evolução.
As vezes é necessário se contradizer para sobreviver, ou tornar-se temporariamente invisível, dando espaço para outros usufruírem da ilusão de superioridade de suas conquistas. Nessas épocas é importante observar o mundo, a natureza das pessoas, suas reações e ambições. Como se iludem, como se boicotam, como e quando se tornam agressivas.
Como qualquer leonino, gosto mesmo quando chega a hora de ficar em evidencia. Já aprendi que não é saudável permanecer tanto tempo no palco. Corre-se sempre o risco de saturar seus espectadores com questões particulares e egocêntricas. Nessas épocas de exposição da figura, precisa ter muito cuidado para não se apaixonar pela própria imagem, ou supervalorizar as características mais admiráveis, se tornando uma caricatura daquilo que acreditamos que os outros valorizem.
O ego sempre prepara armadilhas para nos cegar em ambos os casos. Quando não entendemos nem aceitamos esse processo cíclico natural, podemos nos deparar com aquele medo inevitável de perda. Queremos sempre repetir formulas de sucesso, mas é impossível continuar atuando da mesma forma pois as pessoas a nossa volta também mudam.
O momento agora traz o confronto entre aquilo que planejo e aquilo que os outros se acostumaram a ver em mim. Definitivamente não consigo mais continuar focando energia para entreter e inspirar terceiros. Continuo, dentro do possível, jogando sementes sobre coisas que considero importante. Se por um lado eu tenho reduzido meu magnetismo como entretenimento, ganho importância quando se trata de questões mais profundas. Prefiro, agora, ser procurando para dar apoio, do que somente para decidir qual vai ser a próxima balada.
De tempos em tempos assumimos certos papéis perante nosso grupo social, que podem ou não corresponder aquilo que somos naquele momento. Como tudo é cíclico, intercalamos ao longo da vida fases distintas e antagônicas, partindo de extremos opostos, respeitando o processo natural de evolução.
As vezes é necessário se contradizer para sobreviver, ou tornar-se temporariamente invisível, dando espaço para outros usufruírem da ilusão de superioridade de suas conquistas. Nessas épocas é importante observar o mundo, a natureza das pessoas, suas reações e ambições. Como se iludem, como se boicotam, como e quando se tornam agressivas.
Como qualquer leonino, gosto mesmo quando chega a hora de ficar em evidencia. Já aprendi que não é saudável permanecer tanto tempo no palco. Corre-se sempre o risco de saturar seus espectadores com questões particulares e egocêntricas. Nessas épocas de exposição da figura, precisa ter muito cuidado para não se apaixonar pela própria imagem, ou supervalorizar as características mais admiráveis, se tornando uma caricatura daquilo que acreditamos que os outros valorizem.
O ego sempre prepara armadilhas para nos cegar em ambos os casos. Quando não entendemos nem aceitamos esse processo cíclico natural, podemos nos deparar com aquele medo inevitável de perda. Queremos sempre repetir formulas de sucesso, mas é impossível continuar atuando da mesma forma pois as pessoas a nossa volta também mudam.
O momento agora traz o confronto entre aquilo que planejo e aquilo que os outros se acostumaram a ver em mim. Definitivamente não consigo mais continuar focando energia para entreter e inspirar terceiros. Continuo, dentro do possível, jogando sementes sobre coisas que considero importante. Se por um lado eu tenho reduzido meu magnetismo como entretenimento, ganho importância quando se trata de questões mais profundas. Prefiro, agora, ser procurando para dar apoio, do que somente para decidir qual vai ser a próxima balada.
Não tenho vergonha de admitir que peguei o hábito de me abastecer diariamente com mensagens de auto-ajuda - vindas das fontes mais distintas possíveis.
Procuro basicamente mensagens que me fazem parar de choramingar por coisas pequenas, apontando meus olhos para detalhes ainda não notados, que mudam o entendimento daquilo que julgo ruim e negativo.
Todos precisam de cheerleaders em sua vida. Amigos ou pessoas próximas que soltam, vez ou outra, frases de incentivo que motivam a continuar a jornada. É inevitável que cada um se concentre no próprio caminho, então não da pra contar sempre com esse apoio. É preciso seguir adiante com a lembrança de tudo que já foi dito e com a coragem que nos chama para a próxima fase.
A solidão, fantasma que mora no fundo de todo guarda roupa - junto com nossos bichos papões - nos visita com um frequência por ela definida. Independente do número de pessoas que temos a nossa volta, da nossa popularidade ou sucesso financeiro, sempre estamos com o flanco aberto para que ela nos pegue de surpresa.
E quando ela chega... bem... nos traz de presente aquela sensação fria que nos ilude a acreditar que perdemos a conexão com o mundo. Que estamos sozinhos dentro de nossas escolhas ou nos perdemos da matilha, que anda para uma direção contraria daquela que julgamos correta.
É difícil admitir que estamos hospedando esse sentimento para outras pessoas. Carência de atenção é repugnante quando explicitada. Então é melhor sair de cena e se preparar para o período de hibernação que vai nos preservar de ambientes hostis e preparar nosso organismo para épocas de fartura.
Nesse momento, quando ficamos de fato sozinhos, temos a preciosa oportunidade de encarar nossos demônios. Já disseram que um homem forte não é aquele que não tem medos, mas sim aquele que conhece todos os seus medos.
Viver é uma experiência preciosa. Viver com sabedoria é uma opção dolorosa, mas certamente mais intensa. Entregar-se aos eternos auto-boicotes e fracassos repetitivos joga no lixo toda a potencialidade que nos foi dada quando nascemos.
Nas últimas semanas tive momentos onde a confluência dos acontecimentos fizeram emergir sentimentos difíceis de serem compartilhados. Se o entorno não me abastece com incentivos, eu vejo isso como mais um teste de resistência. Até que ponto se pode perseguir um sonho quando você ainda é o único que acredita nele.
Here we go.
Procuro basicamente mensagens que me fazem parar de choramingar por coisas pequenas, apontando meus olhos para detalhes ainda não notados, que mudam o entendimento daquilo que julgo ruim e negativo.
Todos precisam de cheerleaders em sua vida. Amigos ou pessoas próximas que soltam, vez ou outra, frases de incentivo que motivam a continuar a jornada. É inevitável que cada um se concentre no próprio caminho, então não da pra contar sempre com esse apoio. É preciso seguir adiante com a lembrança de tudo que já foi dito e com a coragem que nos chama para a próxima fase.
A solidão, fantasma que mora no fundo de todo guarda roupa - junto com nossos bichos papões - nos visita com um frequência por ela definida. Independente do número de pessoas que temos a nossa volta, da nossa popularidade ou sucesso financeiro, sempre estamos com o flanco aberto para que ela nos pegue de surpresa.
E quando ela chega... bem... nos traz de presente aquela sensação fria que nos ilude a acreditar que perdemos a conexão com o mundo. Que estamos sozinhos dentro de nossas escolhas ou nos perdemos da matilha, que anda para uma direção contraria daquela que julgamos correta.
É difícil admitir que estamos hospedando esse sentimento para outras pessoas. Carência de atenção é repugnante quando explicitada. Então é melhor sair de cena e se preparar para o período de hibernação que vai nos preservar de ambientes hostis e preparar nosso organismo para épocas de fartura.
Nesse momento, quando ficamos de fato sozinhos, temos a preciosa oportunidade de encarar nossos demônios. Já disseram que um homem forte não é aquele que não tem medos, mas sim aquele que conhece todos os seus medos.
Viver é uma experiência preciosa. Viver com sabedoria é uma opção dolorosa, mas certamente mais intensa. Entregar-se aos eternos auto-boicotes e fracassos repetitivos joga no lixo toda a potencialidade que nos foi dada quando nascemos.
Nas últimas semanas tive momentos onde a confluência dos acontecimentos fizeram emergir sentimentos difíceis de serem compartilhados. Se o entorno não me abastece com incentivos, eu vejo isso como mais um teste de resistência. Até que ponto se pode perseguir um sonho quando você ainda é o único que acredita nele.
Here we go.
Segunda-feira, Fevereiro 2
Venho pensando muito na necessidade de evitar conflito em determinados momentos da vida.
Afetos e desafetos a parte, nos é ensinado que precisamos aprender a conviver com as diferentes verdades que guiam a vida de cada um. As ações individuais sempre devem ser respeitadas, mas até que ponto temos que ser impassíveis com atitudes que influenciam a nossa vida?
Discordo de qualquer afirmativa pseudo-individualista que descarta facilmente os laços de afeto e amizade, tão preciosos, que conquistamos ao longo de nossa vida. Ninguém sobrevive muito tempo sozinho.
Ser feliz é uma opção para as pessoas que vivem em grupo. Nenhum animal, planta, carro importado ou contato profissional supre a carência de afetividade inerente a nossa espécie. Quem se isola fica condenado a inércia do esquecimento.
Ok, eu até posso entender que algumas pessoas mudam e não querem mais compartilhar determinados assuntos com o resto do mundo. Até posso respeitar épocas conturbadas onde um amigo decide passar um tempo fechado para balanço. Mas não consigo aceitar pessoas que simplesmente esquecem, somem ou mudam de comportamento, sem registrar o real motivo de suas decisões.
Temos hoje em dia um cuidado muito grande com procedimentos e deveres jurídicos e profissionais. Por incrível que pareça, temos plena ciência da importância do comprometimento com tais obrigações. Por outro lado é cada vez mais comum aceitamos negligências nas condutas com pessoas que compartilhamos intimidade.
Já sofri calado acreditando que seria melhor deixar a pessoa seguir outro caminho sem importuna-la com minhas mágoas de cabocla. Ressentimentos não são bem vindos em nenhum organismo, então prefiro ficar nervoso quando percebo algum descuido com essa frágil conexão que, sem querer, construímos com pessoas que amamos.
Nada dura para sempre, então relações frívolas devem se encerrar de forma frívola, assim como as mais intensas de forma mais intensa, e as mais maduras de forma mais madura. Quando você percebe que alguém que você já compartilhou coisas muito preciosas esta agindo como um desconhecido, é hora de ligar a sirene e ensaiar o discurso para desvendar o que se passa por trás daquela mudança.
Depois do bate boca, olho no olho ou discussão semiótica certamente se acertam as diferenças. Se é para cortar vínculo, que seja feito. Se é pra continuar a história, que seja comemorada a nova fase da relação. O amadurecimento de certos laços só são viabilizados depois de lágrimas, gritos e tapas na cara.
Afetos e desafetos a parte, nos é ensinado que precisamos aprender a conviver com as diferentes verdades que guiam a vida de cada um. As ações individuais sempre devem ser respeitadas, mas até que ponto temos que ser impassíveis com atitudes que influenciam a nossa vida?
Discordo de qualquer afirmativa pseudo-individualista que descarta facilmente os laços de afeto e amizade, tão preciosos, que conquistamos ao longo de nossa vida. Ninguém sobrevive muito tempo sozinho.
Ser feliz é uma opção para as pessoas que vivem em grupo. Nenhum animal, planta, carro importado ou contato profissional supre a carência de afetividade inerente a nossa espécie. Quem se isola fica condenado a inércia do esquecimento.
Ok, eu até posso entender que algumas pessoas mudam e não querem mais compartilhar determinados assuntos com o resto do mundo. Até posso respeitar épocas conturbadas onde um amigo decide passar um tempo fechado para balanço. Mas não consigo aceitar pessoas que simplesmente esquecem, somem ou mudam de comportamento, sem registrar o real motivo de suas decisões.
Temos hoje em dia um cuidado muito grande com procedimentos e deveres jurídicos e profissionais. Por incrível que pareça, temos plena ciência da importância do comprometimento com tais obrigações. Por outro lado é cada vez mais comum aceitamos negligências nas condutas com pessoas que compartilhamos intimidade.
Já sofri calado acreditando que seria melhor deixar a pessoa seguir outro caminho sem importuna-la com minhas mágoas de cabocla. Ressentimentos não são bem vindos em nenhum organismo, então prefiro ficar nervoso quando percebo algum descuido com essa frágil conexão que, sem querer, construímos com pessoas que amamos.
Nada dura para sempre, então relações frívolas devem se encerrar de forma frívola, assim como as mais intensas de forma mais intensa, e as mais maduras de forma mais madura. Quando você percebe que alguém que você já compartilhou coisas muito preciosas esta agindo como um desconhecido, é hora de ligar a sirene e ensaiar o discurso para desvendar o que se passa por trás daquela mudança.
Depois do bate boca, olho no olho ou discussão semiótica certamente se acertam as diferenças. Se é para cortar vínculo, que seja feito. Se é pra continuar a história, que seja comemorada a nova fase da relação. O amadurecimento de certos laços só são viabilizados depois de lágrimas, gritos e tapas na cara.
Segunda-feira, Dezembro 29
É inevitável fazer um esforço nesses últimos dias do ano para levantar a ficha de tudo o que foi realizado ao longo desse período. Uma das boas vantagens de se definir objetivos e metas (bem esclarecidas), é pode fazer um checklist de tudo o que foi possível se materializar, independente dos frutos resultantes, que nem sempre correspondem as expectativas anteriores.
Confesso que, ao contrario dos anos passados, 2008 foi um período difícil de ser avaliado. Sim, foram traçados objetivos e metas que exigiram um depósito gigantesco de energia, dentro de um cenário tempestuoso, com forças sempre dispostas a provar qualquer certeza e verdade absoluta que eu mesmo defini como parâmetro. Algumas das apostas vingaram, outras deram sinais confusos e poucas deixaram um desagradável gosto amargo na boca.
Fui uma corrida em busca da visibilidade que ainda não chegou, enfrentando obstáculos diários, com progressivos avanços nos níveis de dificuldade, com pernas cansadas, mãos atadas, boca amordaçada. Consegui chegar em lugares distantes, ver paisagens divinas e expandir meus sonhos para patamares difíceis de serem aceitos (quando se trata de alguém que cresceu sob a influência da culpa católica). Não acredito ainda que eu esteja mais próximo daquilo que desejo, mas termino o ano com uma certeza gigantesca de onde quero chegar. Em épocas de pânico generalizado, qualquer certeza te faz uma pessoa iluminada.
A passagem para a etapa adulta da nossa vida tem como principal característica a adoção da postura responsável pelos próprios atos. Se tem algo que aprendi muito bem esse ano foi a capacidade de realização de um único indivíduo. Só se desculpa quem teve preguiça, ou quem consegue se enganar a ponto de colocar nos outros a responsabilidade de algo que emperrou em algum momento.
Depende só de mim agora. Sei que em 2009 ficarei com a incumbência de colocar o navio na direção que eu quero que ele siga. Sem medo, sem culpa, sem orgulho. É o que deve ser feito, é o que o meu coração manda e é para onde todos os sinais apontam.
Confesso que, ao contrario dos anos passados, 2008 foi um período difícil de ser avaliado. Sim, foram traçados objetivos e metas que exigiram um depósito gigantesco de energia, dentro de um cenário tempestuoso, com forças sempre dispostas a provar qualquer certeza e verdade absoluta que eu mesmo defini como parâmetro. Algumas das apostas vingaram, outras deram sinais confusos e poucas deixaram um desagradável gosto amargo na boca.
Fui uma corrida em busca da visibilidade que ainda não chegou, enfrentando obstáculos diários, com progressivos avanços nos níveis de dificuldade, com pernas cansadas, mãos atadas, boca amordaçada. Consegui chegar em lugares distantes, ver paisagens divinas e expandir meus sonhos para patamares difíceis de serem aceitos (quando se trata de alguém que cresceu sob a influência da culpa católica). Não acredito ainda que eu esteja mais próximo daquilo que desejo, mas termino o ano com uma certeza gigantesca de onde quero chegar. Em épocas de pânico generalizado, qualquer certeza te faz uma pessoa iluminada.
A passagem para a etapa adulta da nossa vida tem como principal característica a adoção da postura responsável pelos próprios atos. Se tem algo que aprendi muito bem esse ano foi a capacidade de realização de um único indivíduo. Só se desculpa quem teve preguiça, ou quem consegue se enganar a ponto de colocar nos outros a responsabilidade de algo que emperrou em algum momento.
Depende só de mim agora. Sei que em 2009 ficarei com a incumbência de colocar o navio na direção que eu quero que ele siga. Sem medo, sem culpa, sem orgulho. É o que deve ser feito, é o que o meu coração manda e é para onde todos os sinais apontam.
Segunda-feira, Outubro 27
Ah... O shuffle e suas mensagens...
nada mais apropriado.
"Words"
[Chorus:]
Words, they cut like a knife
Cut into my life
I don't want to hear your words
They always attack
Please take them all back
If they're yours I don't want anymore
You think you're so smart
You try to manipulate me
You try to humiliate with your words
You think you're so chic
You write me beautiful letters
You think you're so much better than me
[Bridge:]
But your actions speak louder than words
And they're only words, unless they're true
Your actions speak louder than promises
You're inclined to make and inclined to break
[chorus]
You think you're so shrewd
You try to bring me low
You try to gain control with your words
[bridge]
[chorus]
Friends they tried to warn me about you
He has good manners, he's so romantic
But he'll only make you blue
How can I explain to them
How could they know
I'm in love with your words
Your words
You think you're so sly
I caught you at your game
You will not bring me shame with your words
[bridge]
[chorus]
Too much blinding light
Your touch, I've grown tired of your words
Words, words
A linguistic form that can meaningfully be spoken in isolation
Conversation, expression, a promise, a sigh
In short, a lie
A message from heaven, a signal from hell
I give you my word I'll never tell
Language that is used in anger
Personal feelings signaling danger
A brief remark, an utterance, information
Don't mince words, don't be evasive
Speak your mind, be persuasive
A pledge, a commitment, communication, words
nada mais apropriado.
"Words"
[Chorus:]
Words, they cut like a knife
Cut into my life
I don't want to hear your words
They always attack
Please take them all back
If they're yours I don't want anymore
You think you're so smart
You try to manipulate me
You try to humiliate with your words
You think you're so chic
You write me beautiful letters
You think you're so much better than me
[Bridge:]
But your actions speak louder than words
And they're only words, unless they're true
Your actions speak louder than promises
You're inclined to make and inclined to break
[chorus]
You think you're so shrewd
You try to bring me low
You try to gain control with your words
[bridge]
[chorus]
Friends they tried to warn me about you
He has good manners, he's so romantic
But he'll only make you blue
How can I explain to them
How could they know
I'm in love with your words
Your words
You think you're so sly
I caught you at your game
You will not bring me shame with your words
[bridge]
[chorus]
Too much blinding light
Your touch, I've grown tired of your words
Words, words
A linguistic form that can meaningfully be spoken in isolation
Conversation, expression, a promise, a sigh
In short, a lie
A message from heaven, a signal from hell
I give you my word I'll never tell
Language that is used in anger
Personal feelings signaling danger
A brief remark, an utterance, information
Don't mince words, don't be evasive
Speak your mind, be persuasive
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