18.6.12

Hoje eu vou dizer alguma coisa

Só por que acordei com vontade de machucar alguém

Vou ser criterioso para escolher o alvo

Quero que fira

Quero que transmute

Aquela que tem a parte de trás grande

Que reclama do jeito de escrever alheio

Como se burguesa fosse

Linda de rosto

Um terror de bunda

Não importa se o que escreve está ou não alinhado à norma culta

Auditores não são revisores

Cada decisão uma nova porta

A que fica pra trás sempre deixa saudades

Mas nunca será esquecida

As sincronicidades só confirmam

Faz aquilo que te dá na telha

Não se intimidas com a audácia alheia

Levanta o nariz e segue em frente

Antes trabalhos difíceis do que nenhum trabalho

Mensagens cifradas mas acessíveis

Você não aprende a falar uma língua

A língua aprende a falar em você

Vergonha alheia?

Bunda mole!

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